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As novidades na moda: a busca que nunca acaba

Estamos vendo muitas transformações no mercado de moda e às vezes nos assustamos com a quantidade de mudanças no setor. Porém, a mudança faz parte da moda desde o seu surgimento. E hoje iremos conhecer um pouco sobre as principais rupturas que a moda trouxe à sociedade moderna.

Desde a época dos alfaiates em seu auge até ao fast fashion de hoje, muita coisa mudou e ficou marcada na indústria da moda. Mas algo sempre houve: o interesse por novidades na moda. Vamos entender, então, como se deram estas mudanças, e como a moda se reinventou ao longo dos anos. Confira!

Como surgiu a moda

Em poucas palavras, podemos definir a moda como um costume momentâneo. Ela passa, mas deixa suas marcas. Basta olharmos ao nosso redor. Coisas que faziam sucesso nos anos 90 e 2000 passaram e outras tendências tomaram conta. E essa mudança nos desejos coletivos existe desde os tempos mais remotos.

Vamos começar a partir da Idade Média. Naqueles tempos, a moda começou a ser idealizada, dentro do movimento renascentista europeu. Nessa época as roupas ganharam um sentido diferente, porque até então todas as pessoas se vestiam da mesma forma durante sua vida inteira.

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A partir de então as vestes se tornaram uma característica da classe social da pessoa. Quanto mais nobre e rica, mais diferentes as roupas eram. Algumas cores e tecidos eram reservados para as castas mais altas, evidenciando esse tipo moda da época.

Como uma espécie de indústria de moda começava a ser desenvolvida ali, começaram a surgir as corporações de ofício. Estas organizações eram compostas por personalidades dos setores econômico, religioso e artístico. A partir daí as novidades na moda começaram a ser institucionalizadas.

Os Alfaiates e sua época de ouro

Com a evolução da moda, a profissão dos alfaiates surgiu e eles passaram a ser muito bem vistos pela sociedade. Para os estudiosos de moda, esta é umas profissões mais antigas do mundo, tendo nascido também na época do Renascimento.

Nessa época podemos perceber o desejo pelas novidades na moda. Ao invés de simplesmente utilizar algo que se cobrisse o corpo, as pessoas passaram a querer peças sob medida e diferenciadas. Sendo assim, era necessário ter alguém que entendesse as formas do corpo humano e representasse isso em modelagem e design de peças.

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Figura 1 – A Alfaiataria viveu seu apogeu na Idade Média

Devido essa necessidade, a profissão de alfaiate se tornou algo de grande garbo. Sendo um estudioso, o alfaiate sabia até mesmo diferenciar os diferentes tipos de lã provenientes das ovelhas antes da coleta. Ele era a pessoa que fazia a escolha de materiais, criação, modelagem e costura sob medida. Tal qual nossos estilistas de hoje.

A Alta costura

Até que no século XIX começou-se a confeccionar coleções a gosto próprio ao invés de continuar apenas criando peças sob demanda. Apenas depois de feitas é que as peças eram mostradas às damas da sociedade. Surgiu assim o princípio da Alta Costura.

O precursor disso foi um alfaiate inglês chamado Charles Frederick Worth. Ao invés de criar produtos de acordo com o que os clientes pediam, ele deixava apenas a escolha do tecido ao encargo delas, criando as peças da maneira como achava melhor. Assim ele criou um ideal próprio de produção, o que fez os alfaiates se tornarem criadores de tendência.

Até o século XX a alta costura continuou em alta, tendo grandes nomes nascendo através dela. Nomes como Coco Chanel, Paul Poiret e Christian Dior surgiram nessa época. Estes números ganharam reconhecimento na época da Segunda Guerra Mundial, o que mudou durante os anos 60, quando houve um declínio deste tipo de moda.

Dessa época para frente ela perdeu espaço para o prêt-à-porter, que vamos explicar abaixo. Hoje a alta costura ainda existe e tem muita força no meio publicitário, por exemplo. Mas financeiramente ela move apenas uma pequena parcela do mercado.

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Figura 2 – Hoje a alta costura tem menos espaço no mercado

Prêt-à-porter e a Revolução Industrial

Com a revolução industrial, surgiram as roupas produzidas em série. Como características, elas eram mais baratas do que as sob medidas, mas muito mal vistas e de baixa qualidade. Foi nos anos de 1950 que as maisons lançaram o prêt-à-porter (pronto para vestir) dentro de um certo padrão industrial, mas com valor agregado.

Em 1959, na galeria francesa Printemps (precursora dos atuais shoppings), Pierre Cardin criou o primeiro departamento desse tipo. Porém quem revolucionou esta que foi uma das maiores novidades na moda foi Yves Saint Laurent, que criou soluções focadas em fabricação em larga escala.

Esta mudança não foi fácil, já que foi necessário adaptar os conceitos de alta costura para produções em maior número. Por exemplo, grandes linhas produção não permitem retoques em peças, porque demanda muito tempo e recursos. Mas o trabalho de adaptação foi bem realizado, aliado à ideia de estética global, que vinculava joias e perfumes com a moda.

O Fast Fashion

Já no final dos anos 1990 a cadeia de moda já não podia mais esperar 4 lançamentos ao ano, pois o consumidor já buscava mais novidades. Não há muita clareza sobre quem foi a primeira empresa fast fashion, mas esse movimento começou a crescer rapidamente e no início do século XXI já era um grande boom na moda.

A Zara, por exemplo, iniciou suas operações na Espanha em 1975. Supostamente, eles usam o mesmo conceito de fast fashion desde que foram abertas. A mídia americana usou este termo quando a loja chegou nos EUA, em 1990. Algumas marcas americanas já faziam isso, mas sem ter um nome certo ou seguindo padrões mercadológicos de fast fashion.

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Figura 3 – O fast fashion tem sido a tendência atual

Porém dos anos 2000 para cá esta modalidade de produção ficou em evidência, já que até mesmo celebridadescomeçaram a usar novidades de moda em fast fashion. Pessoas como Michelle Obama e Kate Middleton apareceram diversas vezes na mídia usando peças da Zara e H&M, por exemplo.

Hoje, redes internacionais como Forever21, ou mesmo nacionais como C&A e Pernambucanas têm investido pesado em moda rápida, vendo um retorno nos lucros que faz valer a pena. Com pessoas ávidas por novidades na moda, ir de encontro a esta tendência tem sido cada vez mais comum.

Concluindo…

A moda é feita de mudanças, e isso transparece ao longo da história dentro do próprio setor. Há várias apostas de quais serão os próximos movimentos de mudanças, e o mais crescente é a moda sustentável.

Qual é a sua aposta? Deixe seu comentário e conte para a gente!

Sobre Janaina

Co-founder e Gestora de Modelagem e Produção Especialista em Ergonomia e Qualidade de Produto

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