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Modelagem: pedra no sapato ou vantagem competitiva?

Se a modelagem das peças é um problema, esse post é para você. Entenda porque a modelagem é tão importante e como ela pode ajudar sua marca a se destacar no mercado.

Por que a modelagem é importante?

Séculos atrás identificou-se a carência por desenvolver uma tabela de medidas que possibilitasse o desenvolvimento de moldes e garantisse a produção em série de diversos tamanhos. Para sair da produção sob medida e entrar na era da industrialização do vestuário, foi necessária a realização de muitas pesquisas, de onde surgiram as diversas técnicas de modelagem.

É verdade que a indústria da moda buscou aperfeiçoamento, trouxe para sua atuação ciências como a matemática, antropometria, ergonomia e conhecimentos que puderam agregar profissionalização ao desenvolvimento de modelagem. Mas ainda assim, a lacuna neste setor pode ser dimensionada pela ausência de bons profissionais, seja através das reclamações de proprietários de confecções em conseguir profissionais qualificados para atuarem no setor, seja através da oferta no mercado de peças que não vestem bem segundo seus próprios usuários.

Apesar de todas as dificuldades, os especialistas apontam a modelagem como elemento estratégico para as confecções, questão responsável pela satisfação do usuário, diferencial competitivo imprescindível. O desacordo entre a demanda e a importância atribuída a modelagem esbarra na lacuna qualitativa. Salvo exceções, identifica-se facilmente as limitações de conhecimentos dos profissionais de modelagem, e em como utilizar o conhecimento de forma integrada na construção de vestimentas através de ergonomia e proporções e antropometria.

De um lado: os profissionais de modelagem

Dentre as principais necessidades identificadas no profissional de modelagem, podemos listar as 5 a seguir:

  • Falta de qualificação para reconhecer e resolver problemas de vestibilidade preventivamente;

  • Falta de informações sobre o comportamento da matéria-prima em determinados modelos;

  • Falta a realização de um melhor uso de proporções para equilibrar a estética da roupa;

  • Falta de compreensão que a interação entre modelagem e criação deve ocorrer desde do início do processo de concepção de uma coleção ou de um produto;

  • Por último, falta ter uma ótima capacidade de interpretar e ser inventivo para desenvolver moldes que possuam fluidez na execução do trabalho e eficiência no corte e na costura.

Além dessas características, o profissional de modelagem deve usufruir de conhecimentos que lhe permitam reconhecer em que parte dos processos pode haver interferências nos moldespor ele criados, que impactam a qualidade do seu trabalho. Podemos listar os seguintes processos mais comuns que geram interferência na modelagem:

  • Falta de descanso adequado ao tecido;

  • Cortes em enfestos que excedem o número de camadas recomendado para cada tipo de tecido, podendo levar a cortes irregulares que distorcem os moldes;

  • Falta de leitura das fichas técnicas, ocasionando conclusões errôneas sobre detalhes que acabam alterando o produto em processos posteriores à modelagem;

  • Alterações realizadas durante a costura ao unir as peças, desrespeitando as margens de costura ou qualquer alteração que altere os perímetros do molde que deu origem ao corte, impactará por oferecer peças com dimensões distintas das  recomendadas pela modelista.

É importante lembrar que o bom profissional de modelagem está apto a prestar assistência ao estilo e a orientar a produção, dando o suporte necessário para que a peça seja montada de forma fiel à criação.

Do outro lado: os empresários de confecção


Na outra ponta, compete a compreensão de empresários de que é necessário estruturar os processos que otimizem o desenvolvimento de modelagem, trabalhar a cultura organizacional da empresa para que o setor de modelagem seja compreendido com a importância que possui, técnica que torna viável a produção, setor de estratégia competitiva, sem o qual confecção alguma existe ou subsiste, uma vez que as formas planas da modelagem transformam a matéria-prima em peças vestíveis, e essa matéria-prima, que custa cerca de 15% do valor do produto, não deve ser desperdiçada.

A indústria do vestuário precisa se renovar, precisa criar cultura organizacional, entender as partes que compõe a confecção e a sua importância, contribuir para o aperfeiçoamento de seus profissionais, e também exigir que as instituições formem profissionais que supram as lacunas de conhecimento que o setor possui. Modelagens são realmente estratégicas e importantes, contudo, sem o comprometimento do profissional em ser bom no que faz, sem formação adequada e sem estrutura dentro das confecções para garantir o seu sucesso, a modelagem deixa de ser uma vantagem competitiva para se tornar a pedra no sapato.

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Sobre Janaina

Co-founder e Gestora de Modelagem e Produção Especialista em Ergonomia e Qualidade de Produto

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