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Produção, Corte e Costura: Qual a diferença entre private label, confecção e facção?

Quando se trata de produção, ou mesmo uma marca, existem diferentes opções de produzi-lo. Você conhece as modalidades, suas particularidades, e qual é a melhor para seu caso? É o que você saberá agora!

Para te ajudar, no final do post explicamos como escolher a melhor opção para seu negócio. Não deixe de conferir!

Private Label: terceirizando a produção

O termo inglês private label significa “etiqueta privada”, o que já dá certo entendimento para quem nunca ouviu falar dele. Essa expressão caracteriza empresas que terceirizam sua produção, ou seja, elas se focam na construção da imagem e venda dos produtos, enquanto a produção fica por conta de outras empresas, especializadas nisso.

Um dos grandes exemplos no mundo é a Apple, que foca seus esforços em sistemas e na imagem da empresa, enquanto os equipamentos são desenvolvidos por fábricas, como Foxconn e TSMC

A vantagem desse modelo de negócios é que você pode iniciar uma operação sem ter a infraestrutura ou alto capital necessário para investir em produção, além de já iniciar com um know-how (proveniente de quem produz) de como fazer o produto que você deseja. Deixar a fabricação na mão de quem entende garante que você já tenha produtos a curto prazo, permitindo que você foque em outras áreas, como exposição da marca e vendas, por exemplo.

Private labels fazem os processos de modelagem, pilotagem, compra de matéria-prima, confecção e embalagem. Alguns limitam a escolha do fabricante, outros permitem que você diga qual matéria-prima e fabricante deseja e eles compram tudo.

Isso traz a vantagem de você não precisar gerenciar todo o processo, porém acarreta cobranças a mais para fazer tudo isso.

Confecção: terceirizando do corte ao acabamento

Existe certa confusão com este termo, tendo em vista que toda fábrica que produz produtos têxteis acaba por confeccionar algo. Mas nessa comparação é diferente: Confecções terceirizadas caracterizam-se nos casos onde é feito o processo de corte ao acabamento do produto

Nesse modelo, também conhecido como oficina de costura, a atividade de produção é terceirizada, sendo necessário procurar fornecedores de matéria-prima. Porém o processo de corte e costura é no mesmo lugar. Entretanto, esse modelo contém algumas limitações, a saber:

  • Logística própria para entrega dos insumos na oficina e para entrega das peças prontas para o ponto de venda (nem sempre a entrega é oferecida pela oficina de costura);

  • Responsabilidade pelo máximo aproveitamento dos insumos adquiridos, já que qualquer desperdício pela falta de peças no corte ou peça compra inadequada é pago diretamente pela empresa, não pela oficina.

O custo é menor do que a PL, porque o preço não é baseado em cima da matéria-prima, já que ela é paga à parte. Algumas oferecem serviços adicionais, variando conforme a empresa.

Facção: a terceirização de parte dos processos

Como o processo de fabricação é extenso, envolvendo inúmeros passos como criação, modelagem, corte, montagem e acabamento, entre outros, existe um terceiro modelo, que é um dos mais utilizados no Brasil e no mundo: o de facção.

Nessa categoria, parte do processo é terceirizado, mas não inteiramente. Geralmente processos após o design do produto – como a montagem e confecção – são terceirizados. Com isso a empresa recebe os produtos prontos, faz a conferência visando a padronização de qualidade, e por fim comercializa os produtos.

Uma das vantagens de facções é que elas possuem o menor custo de todo o processo, mas realizando somente costura. É necessário providenciar modelagem, pilotagem, matéria-prima e corte para a facção apenas montar a peça. Vale a pena para produções em maior escala, já para poucas peças o custo de logística em geral não vale a pena.

Essa acaba sendo uma opção bastante utilizada porque garante um maior controle no processo como um todo, e também é interessante para quem não é especializado em um dos passos de produção. Terceirizar parte da cadeia produtiva, assim como no caso de private labels, acaba sendo uma decisão útil em alguns casos.

O problema é saber: quando tenho certeza de qual é a melhor solução?

Qual opção escolher para meu negócio?

Colocando em uma régua de terceirização na confecção de moda, a PL seria a mais indicada para novas marcas e, à medida em que a marca vai crescendo, ela deve migrar para a confecção até chegar nas facções. Ou então migrar para uma produção interna se houver interesse.
Você quer começar, já possui algo pronto, mas não sabe qual das opções escolher? Sabemos como essa não é uma escolha fácil, principalmente pelos custos envolvidos, por isso indicamos que conte com o apoio de especialistas para tal decisão.
Como somos especializados em Planejamento e Desenvolvimento de Produto de moda, podemos ajudar você! Temos inúmeros cases de sucesso, e você pode ser mais um deles.
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Sobre Luiza Freitas

Co-founder e Presidente da Fashion Office Especialista em Planejamento e Gestão da Coleção

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